quinta-feira, 30 de abril de 2015

RESENHA DO LIVRO PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM (CLARICE LISPECTOR)

Olá, queridos!
Hoje, vamos falar sobre o primeiro livro da escritora Clarice Lispector, gente eu amo esta autora!
Mas para quem não a conhece, Clarice, tem um estilo inconfundível e seu desejo foi renovar o ato de escrever ficção, tal renovação a coloca fora dos padrões convencionais do momento que era vivido pela literatura brasileira. O livro Perto do Coração Selvagem foi o primeiro romance publicado da autora. 

Perto do coração selvagem | Clarice Lispector | Páginas: 202

 O romance conta a trajetória da personagem Joana, e vou dizer a vocês, a personagem é bem complicada de se entender. Mas aí vocês vão me dizer... Ah Malu é o primeiro livro da Clarice, por isso a personagem não é bem estruturada! Bem, devo informar a vocês que os romances de Clarice são bem complexos mesmo, e isto, também, vale para as personagens, que na maioria das vezes são femininas (para falar a verdade não me lembro se tem algum romance da Clarice que a personagem seja masculino), mas para aqueles que gostam de desafios, indico os romances de Clarice Lispector. Chega de enrolação e vamos ao que interessa rsrsrs.
Bom gente, no primeiro capítulo do romance Joana encontra-se criança, uma criança muito agitada por sinal, pois ela procura chamar a atenção de seu pai de alguma forma, seja recitando poesia ou brincando de ser professora. A partir do segundo capítulo ela já está adulta e neste momento começamos perceber os questionamentos de Joana, pois apresenta certa inquietação quanto a sua personalidade, bem como, se sente vazia:
Nem o prazer me daria tanto prazer quanto o mal, pensava ela surpreendida. Sentia dentro de si um animal perfeito, cheio de inconsequências, de egoísmo e vitalidade. Lembrou-se do marido que possivelmente a desconheceria nessa ideia. Tentou relembrar a figura de Otávio. Mal, porém, sentia que ele saíra de casa, ela se transformava, concentrava-se em si mesma e, como se apenas tivesse sido interrompida por ele, continuava lentamente a viver o fio da infância, esquecia-o e movia-se pelos aposentos profundamente só. Do bairro quieto, das casas afastadas, não lhe chegavam ruídos. E, livre, nem ela mesma sabia o que pensava. (Trecho do livro)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Olá, amores!

Como ainda estou iniciando o blog, não foram postados tantos assuntos quanto gostaria, mas imploro que vocês tenham paciência! Em breve, estarei postando resenhas sobre alguns livros.

Beijos!